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Acusado de matar estudante após entregar trabalho em faculdade vai a júri popular em Rondônia


O homem acusado de matar Silva Santos Souza, de 39 anos, após ela sumir depois que entregou um trabalho acadêmico em uma faculdade de Porto Velho, vai a júri popular na próxima quinta-feira (7). O julgamento vai acontecer no Fórum Criminal da Comarca de Porto Velho, a partir das 8h30. O corpo de jurado será formado por sete pessoas.

O juiz José Gonçalves da Silva Filho, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital, pronunciou o réu, Jorge Martins, conhecido por "Ceará", pelo crime de feminicídio. A assessoria do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) informou ao G1 que não há previsão de término.

O G1 tentou localizar o advogado de defesa do acusado. Porém, até o fechamento desta reportagem, não foi encontrado.

Segundo a sentença de pronúncia, o crime ocorreu na noite do dia 6 de junho do ano passado, na chácara do acusado. Na ocasião, a vítima teria seguido ao local para se encontrar com Jorge como de costume. Eles estavam juntos há quatro anos.

Porém, nesse dia, ambos acabaram discutindo. Foi quando o réu tentou agredir a mulher fisicamente. Logo após o ato, a vítima correu para fora do local clamando por socorro, mas Jorge conseguiu alcançá-la e cometeu o crime.

Ainda conforme a sentença de pronúncia, Silvia morreu por asfixia, segundo apontou o laudo tanatoscópico. Em seguida, ele pegou uma faca e a golpeou várias vezes, principalmente na região do tórax. Depois, escondeu o corpo dentro de uma fossa na chácara.

O corpo da mulher foi encontrado pelo filho do acusado. Após isso, ele seguiu para a delegacia e informou o crime cometido pelo pai. O réu contou ao filho que matou Sílvia, ressaltando que fez "uma besteira".

Amigos e familiares deram o último adeus à universitária três dias depois de ter sido assassinada. O sepultamento aconteceu no Cemitério Santo Antônio, também em Porto Velho. Na ocasião, a irmã da vítima, Sâmia Souza, clamou por Justiça.

Feminicídio

Para o magistrado, o fato da vítima ter mantido um relacionamento com o réu por quatro anos e que o crime tenha sido cometido, em tese, após uma briga entre ambos movida a ciúmes, pode ser configurado feminicídio. Agora, cabe aos jurados analisar o caso.

Segundo o Código Penal Brasileiro, o crime de feminicídio "conceitua como uma das razões da condição de sexo feminino quando o crime envolver violência doméstica e familiar".



Fonte g1 rondonia


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