Cachorro com suspeita de raiva ataca a própria dona de 79 anos, em Rondônia


Um cachorro mestiço das raças pit bull e vira-lata foi levado nessa semana para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) após atacar a própria dona, de 79 anos, em uma residência da Alameda Jandaias, em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. Ao G1, a médica veterinária do CCZ informou nesta sexta-feira (9) que o animal foi capturado sob a suspeita de estar com raiva e passará por um período de 10 dias em estado de observação.

Após o ataque, a idosa sofreu ferimentos nos braços e pernas, mas apesar do susto, ela passa bem.

De acordo com o Centro de Zoonoses, o ataque aconteceu quando a idosa foi soltar o animal de 3 anos de idade, que estava preso por uma corrente. O cachorro então ele começou a atacar a dona com mordidas nos braços e pernas. A idosa conseguiu pegar um facão que estava na varanda e desferiu um golpe no animal, que a soltou em seguida.

O cachorro voltou para a casinha e a idosa lhe prendeu novamente com medo que a atacasse mais uma vez. Posteriormente, ela comunicou o fato para alguns vizinhos que acionaram o CCZ.

Na quinta-feira (8), o animal foi capturado pelo diretor do CCZ, Fábio Lima. Segundo Fábio, o cachorro não foi vacinado nas últimas duas campanhas contra a raiva e tinha a suspeita de ter contraído o vírus.

Diante da suspeita, o animal foi encaminhado até a sede do CCZ para ser acompanhado pela médica veterinária durante o período de observação. Conforme, a veterinária Bárbara Ferreira, o primeiro passo a se fazer após ser atacado por um cachorro é efetuar a lavagem do local da mordida rigorosamente com água e sabão.

“Deve se lavar com bastante força, pois o vírus da raiva é sensível à espuma do sabão ou detergente. Depois disso deve-se procurar o médico, onde ele fará a avaliação com base nas informações de que se o animal é vacinado ou não e é possível observá-lo”, explica.

A veterinária revelou que nesta sexta-feira fez uma vistoria do animal e diz que o cachorro permanecerá no local por dez dias, para concluir o prazo de observação.

“Verifiquei que o animal está saudável, então por enquanto está tudo bem e ele não apresenta nenhum sintoma da doença. Estando bem durante o fim do período, a gente devolve ao proprietário, mas se acontecer alguma coisa com esse animal e ele vier a óbito, a gente faz a coleta do material e envia ao laboratório para saber se confirma a presença do vírus da raiva”, detalha Bárbara.

De acordo com a veterinária, a agressividade apresentada do animal no momento do ataque não significa que ele tenha contraído o vírus da raiva. “Existem diversos fatores que possam colaborar para o comportamento agressivo do animal, então devemos ter a atenção porque essa mudança pode ser por conta do manejo errado ou por ele não ser bem tratado”, salienta.

Casos de raiva descartados em Ariquemes
Segundo o CCZ, em 2017, 36 amostras de materiais genéticos de animais que morreram durante a observação foram encaminhadas para análise em laboratório. Entretanto, nenhuma delas deu resultado positivo para a doença no município.

A veterinária explicou que o morador que verificar mudança de comportamento no cachorro que possui em casa, pode efetuar o procedimento de observação tanto em casa como na sede do CCZ.

“Ele terá duas opções, se na casa dele tiver um lugar onde esse animal vai ficar isolado recebendo água e comida, por exemplo, ele pode fazer essa observação na casa dele e não necessariamente aqui, aliás, a gente até pede para que se faça em casa, devido o animal já estar acostumado com o local. Mas se o dono não possui condições, se possui crianças no imóvel ou se a residência é pequena, aí a recomendação é trazer para o CCZ”, diz Bárbara.



Fonte g1 rondonia


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