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GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS TAMBÉM É INCLUSÃO SOCIAL


maio 5, 2026conexaorondonia@gmail.comInterior Rondônia, Mais Notícias, Notícias policiais

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O debate sobre sustentabilidade no Brasil vai além da preservação ambiental: ele também envolve justiça social e geração de oportunidades. Nesse contexto, o gerenciamento adequado de resíduos sólidos tem se consolidado como uma importante ferramenta de inclusão social, especialmente para trabalhadores historicamente marginalizados, como os catadores de materiais recicláveis.


A Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelece diretrizes claras ao reconhecer os catadores como agentes fundamentais no processo de reciclagem. A legislação não apenas incentiva a coleta seletiva, mas também determina que a inclusão social e econômica desses trabalhadores seja prioridade nas políticas públicas voltadas à gestão de resíduos.


Um exemplo concreto dessa diretriz pode ser observado no município de Pimenta Bueno, durante a gestão do ex-prefeito Arismar Araújo. Na ocasião, uma das ações mais marcantes foi o encerramento do lixão a céu aberto prática que, além de causar graves impactos ambientais, expunha catadores a condições insalubres e degradantes.


Com o fim do lixão, a administração municipal promoveu a reorganização da atividade dos catadores, incluindo membros da Associação Aguapé, garantindo melhores condições de trabalho, dignidade e oportunidades reais de geração de renda. A implantação do projeto de coleta seletiva estruturada foi um passo decisivo nesse processo, permitindo que esses trabalhadores passassem a atuar de forma organizada, com reconhecimento social e apoio institucional.


A iniciativa rapidamente ganhou destaque, tornando-se referência nacional em práticas de reciclagem e inclusão social. O município passou a ser exemplo de como políticas públicas bem planejadas podem integrar sustentabilidade ambiental e desenvolvimento humano. Na época, o trabalho foi amplamente divulgado em diferentes regiões do país, sendo apresentado em diversos estados pelo então secretário Marcelo Teixeira Portella, a convite do Ministério Público Ambiental.


Para o especialista em Direito Ambiental, Marcelo Teixeira Portella, o sucesso de iniciativas como essa demonstra que “o projeto de proteção ao meio ambiente passa por todas as esferas da sociedade, envolvendo poder público, iniciativa privada e a participação ativa da população”. Segundo ele, políticas bem estruturadas são capazes de promover simultaneamente a preservação ambiental e a inclusão social.
A experiência demonstra que o gerenciamento de resíduos sólidos, quando conduzido com responsabilidade e compromisso social, vai muito além da destinação correta do lixo. Trata-se de uma estratégia capaz de transformar realidades, reduzir desigualdades e promover cidadania.


Assim, investir em políticas públicas que valorizem os catadores e fortaleçam a coleta seletiva não é apenas uma questão ambiental, mas um caminho concreto para a construção de uma sociedade mais justa, sustentável e inclusiva.


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