Banner Publicitário


Em três dias, médico perde mãe e avó para o coronavírus; tio está na UTI


abril 2, 2020conexaorondonia@gmail.comDestaque, Obituários

Lateral 02
Lateral 02
Lateral meido da noticia
Banner Gov

família do médico cirurgião Douglas Sterzza, de 28 anos, vive um drama em meio a pandemia do coronavírus. Sete parentes já foram infectados pela Covid-19 e dois familiares próximos morreram. No dia 24 de março foi a avó do médico, Iracema, que faleceu. Três dias depois a mãe de Douglas, Rita de Cássia, foi vítima do vírus.

Pelo contato com familiares e também por trabalhar em hospitais, Douglas também teve o resultado positivo para o novo coronavírus. Durante os 14 dias que permaneceu em quarentena, o jovem teve que sair do isolamento para realizar o sepultamento da mãe, sozinho.

“Quando fui enterrar minha mãe vi várias pessoas na rua”

Em entrevista ao R7, Douglas contou o sofrimento que está vivendo por causa do novo coronavírus. De acordo com o médico, a doença não é apenas uma gripezinha e já levou sua mãe e avó.

A primeira a sentir os sintomas foi Rita de Cássia. A mulher foi hospitalizada e logo encaminhada para a UTI. Neste intervalo, a mãe de Rita, avó do médico, revelou sintomas e faleceu no dia 24 de março. Três dias depois a mãe de Douglas também não resistiu e faleceu.

Depois das mortes, mais sete pessoas da família foram confirmadas com a doença. Inclusive um dos tios do médico está na UTI e outro já apresenta dificuldades para respirar.

No sepultamento da mãe, Douglas viveu um momento marcante. Após reconhecer o corpo de Rita no necrotério, o jovem foi de carro sozinho até o cemitério. Enquanto percorria o caminho, encontrou diversas pessoas nas ruas. “Quando fui enterrar minha mãe vi várias pessoas na rua, em grupos, como se estivessem de férias, se divertindo. É uma pena, elas não fazem ideia do que pode fazer essa doença“, relatou.

Sozinho no cemitério, para poupar a saúde do pai, o médico viu o caixão lacrado da mãe sendo tirado do carro e colocado direto na cova.

Como alerta, Douglas reforçou que os cuidados devem ser tomados dentro de casa também, para evitar que o vírus circule dentro das residências. “As pessoas se preocupam basicamente em não levar o vírus para a residência, e deixam em segundo plano a prevenção quando estão lá dentro”, comentou.

Nesta quarta-feira (1), Douglas retornou às atividades. O jovem faz residência no Hospital São Paulo, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e trabalha em outros hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte R7


Últimas notícias

Banner Gov Abaixo ultimas noticias
Banner empresa abaixo ultimas noticias

Política

Banner empresa abaixo politica
banner abaixo politica gov

Publicações Legais

Esporte

Banner abaixo esporte

Obituários

Banner abaixo do obtuario