Banner Publicitário


PF prende duas mulheres por exploração sexual de adolescente e trabalho análogo à escravidão em Porto Velho


junho 2, 2026Kleyton SantosDestaque, Interior Rondônia, Mais Notícias, Notícias policiais

Lateral meido da noticia
Banner Gov

Ação integrada com Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública da União resultou em duas prisões em flagrante no Distrito de Vista Alegre do Abunã

A Polícia Federal, em atuação conjunta com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), e com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Defensoria Pública da União (DPU), realizou, neste sábado (31/5), a prisão em flagrante de duas mulheres investigadas pela exploração sexual de uma adolescente e pela submissão de pessoas a condições análogas às de escravo, no Distrito de Vista Alegre do Abunã, município de Porto Velho/RO.

A ação decorreu de fiscalização em estabelecimento comercial que funcionava, na aparência, como bar, e, nos fundos, mantinha quartos destinados à exploração sexual de mulheres que ali trabalhavam e residiam. No local foram encontradas quatro mulheres em situação de vulnerabilidade, entre elas uma adolescente de 17 anos, além de cadernos de anotações com registros de programas sexuais realizados, dívidas e controle das trabalhadoras, materiais que foram apreendidos pela Polícia Federal.

Segundo apurado, a exploração operava em um sistema de endividamento progressivo, sendo as trabalhadoras responsabilizadas pelas despesas de deslocamento, alojamento, alimentação e consumo de bebidas, com saldo devedor crescente que condicionava a permanência no local e limitava a liberdade de ir e vir. A adolescente havia sido recrutada em outro estado e deslocada para o estabelecimento, com o custo do transporte lançado como dívida em seu nome. Além disso, eram impostas multas por infrações às regras internas, jornada diária de trabalho sem folga regular e restrição à saída desacompanhada das responsáveis pelo local.

Uma das autuadas era apontada como proprietária do estabelecimento e responsável pelo recrutamento e controle financeiro das trabalhadoras. A outra exercia a função de gerente, com atribuições de fiscalizar o trabalho, controlar o caixa e aplicar sanções. Ambas foram encaminhadas ao Centro de Ressocialização Sueli Maria Mendonça, em Porto Velho. Em audiência de custódia realizada no mesmo dia, o flagrante foi homologado pela Justiça Federal, que concedeu liberdade provisória a ambas mediante medidas cautelares.

As autuadas respondem, em tese, pelos crimes de redução a condição análoga à de escravo (art. 149 do Código Penal), tráfico interno de pessoas para fins de exploração sexual (art. 149-A, inciso V, do Código Penal) e favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança, adolescente ou vulnerável (art. 218-B, § 2º, inciso II, do Código Penal). As penas previstas para esses delitos, somadas em abstrato, podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

Fonte: Polícia Federal


Últimas notícias

Banner Gov Abaixo ultimas noticias
Banner empresa abaixo ultimas noticias

Política

Banner empresa abaixo politica
banner abaixo politica gov

Publicações Legais

Esporte

Banner abaixo esporte

Obituários

Banner abaixo do obtuario