Juiz nega liberdade a bisavó presa após enterrar índia recém-nascida viva


maio 4, 2026 • conexaorondonia@gmail.com • Obituários

Banner Gov

Justiça de Mato Grosso negou, nesta segunda-feira (11), o pedido de revogação da prisão preventiva de Kutsamin Kamayura, de 57 anos, presa após enterrar a bisneta recém-nascida viva após o parto. A decisão é do juiz Darwin de Souza Pontes, da 1ª Vara Criminal e Cível de Canarana, a 838 km de Cuiabá, o mesmo que decretou a prisão da indígena.

O G1 tentou, mas não consegiu localizar a defesa de Kutsamin.

A recém-nascida foi resgatada com vida na terça-feira (5) depois de passar cerca de 6 horas enterrada. A menina foi socorrida pela Polícia Militar e, desde a quarta-feira (6), está internada na sa Santa Casa, em Cuiabá.

Na decisão, o magistrado também negou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. Porém, concedeu prisão especial à índia, que ficará presa numa sede da Fundação Nacional do Índio (Funai).

De acordo com o magistrado, a bisavó poderia atrapalhar as investigações, uma vez que, segundo os depoimentos de testemunhas, ela tinha a intenção de matar a criança.

“A continuidade das investigações tem revelado um provável “animus necandi” [intenção de matar] por parte de Kutsamin Kamayura (bisavó) e mesmo o provável envolvimento de Topoalu Kamayura (avó), inclusive com sinais de que o aborto era algo querido e desejado por ambas”, diz trecho da decisão.
O documento reitera ainda que:

“se torna necessário o afastamento de Kutsamin do contexto da investigação, dado que, pela autoridade na família, e pelo próprio papel dela no contexto fático (teria vindo da Aldeia para cuidar dela por causa da gravidez à época do parto), fica evidente que poderá influir na investigação criminal”, afirma o juiz em outro trecho.
O pedido de revogação foi feito pela Procuradoria Federal junto com a Defensoria Pública Estadual e a Funai.

Prisão da bisavó
Kutsamin Kamayura foi presa na quarta-feira (6) e as investigações apontam que ela premeditou o crime, uma vez que, tanto a bisavó quanto avó do bebê, não queriam que a mãe, uma adolescente de 15 anos, fosse mãe solteira, já que o pai da criança assumiria a paternidade.


A bisavó também seria responsável por enterrar a menina viva, no quintal da casa, logo após o parto.

Em princípio, a Kutsamin alegou que o bebê não teria chorado e, por isso, ela acreditou que a criança estivesse morta.

No entanto, para o delegado Deuel Paixão Santana, que acompanha o caso, as índias teriam premeditado o crime não aceitavam a criança, já que o pai do bebê seria um índio de outra etnia.

A criança

De acordo com o boletim clínico emitido pela Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, onde a criança está internada, ela encontra-se em estado grave, porém estável. A bebê continua com insuficiência renal aguda e faz diálise. Permanece sob sedação contínua e respira com ajuda de aparelhos.

Pimenta Bueno: FAP irá realizar Concurso de Bolsas de até 100%; saiba como participar

Os interessados em participar, devem se inscrever até o dia 6 de julho de 2018, através do link http://www.vestibularfap.com.br.

Funai

Em nota enviada ao G1 nesta segunda-feira, a Funai informou que aguarda a apuração de todos os fatos pelas 'instâncias responsáveis' e acompanha o caso por meio das unidades locais e nacional.

Afirmou ainda que vai 'contribuir', quando solicitada, no âmbito de suas atribuições.

 


Últimas notícias

Banner Gov Abaixo ultimas noticias
Banner empresa abaixo ultimas noticias

Política

Banner empresa abaixo politica
banner abaixo politica gov

Publicações Legais

Esporte

Banner abaixo esporte
Banner abaixo do obtuario