Polícia Federal deflagra terceira fase da Operação Povo Real


novembro 22, 2022 • conexaorondonia@gmail.com • Rondônia

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (22/11/22), a terceira fase da “OPERAÇÃO PAVO REAL”, em continuidade aos trabalhos investigativos visando a descapitalização patrimonial de organização criminosa dedicada à prática do crime de tráfico internacional de drogas. 

As investigações foram iniciadas em fevereiro de 2019 pela Polícia Federal a partir dos levantamentos realizados e constatação da existência de uma organização criminosa voltada para a ocultação do patrimônio obtido com o tráfico internacional de drogas, composta, em grande parte, pelos familiares do investigado preso no interior da Penitenciária de segurança máxima em Porto Velho/RO. 

Agentes Federais de Execução Penal apreenderam, na cela do interno na Penitenciária Federal de Porto Velho/RO, bilhetes redigidos de próprio punho contendo anotações de diversos imóveis identificados apenas por siglas e codinomes, tanto no Brasil quanto no exterior. 

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Com a liderança exercida pelo interno e seu filho, os investigados se associaram para a perpetuação e controle do tráfico internacional de drogas na fronteira entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai. 

Em junho de 2019, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação com o cumprimento de mandados de busca em imóveis de alto padrão na cidade de Porto Velho/RO, alugados pelos familiares do interno, ocasião na qual ocorreu a apreensão de arma, munições e diversos documentos e equipamentos eletrônicos que reforçaram o esquema de lavagem de capitais. 

A segunda fase da operação foi deflagrada em julho de 2020 com o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Receita Federal, desmantelando financeiramente a organização criminosa dedicada à lavagem e ocultação de bens, direitos e valores obtidos através do tráfico internacional de drogas, com a prisão de seus líderes e o sequestro dos bens adquiridos com dinheiro ilícito. 

À época foram cumpridos 21 (vinte e um) mandados de prisão e 05 (cinco) mandados de prisão domiciliar em razão das investigadas possuírem filhos menores de 12 (doze) anos de idade, além de 67 (sessenta e sete) mandados de busca e apreensão. 

A Justiça Federal determinou o sequestro específico de 17 (dezessete) veículos de luxo, avaliados em R$ 2.3 milhões, além do sequestro de todos os veículos em nome/em uso pelos investigados e cerca de 50 (cinquenta) imóveis, com valores que superam a quantia de R$ 50 milhões. 

Mesmo sem a apreensão de qualquer substância entorpecente ao longo da investigação, a Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 302 milhões das contas de 96 (noventa e seis) investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, e a suspensão da atividade comercial de 22 (vinte e duas) empresas utilizadas pela organização criminosa para a movimentação dos valores ilícitos. 

Fruto da análise dos materiais obtidos na deflagração das fases anteriores, a Polícia Federal identificou novos indivíduos envolvidos no esquema de ocultação do patrimônio, com a localização de imóveis e veículos pertencentes à organização. 

Nesta nova fase das investigações, a partir da análise dos dados, foram identificados 58 (cinquenta e oito) veículos e 73 (setenta e três) imóveis de luxo e elevado valor, avaliados em mais de R$ 80 milhões, sendo que parte desses bens já haviam sido vendidos a terceiros de boa-fé. 

Estão sendo cumpridos 16 (dezesseis) mandados de busca e apreensão nos Estados de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal, além do sequestro de 16 (dezesseis) veículos e 66 (sessenta e seis) imóveis que permanecem na posse do grupo criminoso, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Porto Velho/RO. 

O nome da operação faz referência à alcunha (codinome) pelo qual é chamado o investigado, sendo mundialmente conhecido pelo seu envolvimento com o tráfico internacional de drogas e armas; tendo permanecido preso no Paraguai durante vários anos até ser expulso para o Brasil, em 2017, quando passou a cumprir sua pena em estabelecidos prisionais federais.


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